|
TESTE DA
HEMOGLOBINA GLICOSILADA (HbA1C)
A hemoglobina é uma proteína
presente na corrente sanguínea e é responsável pelo transporte de
oxigénio. Quando comemos, a comida dentro do nosso organismo
transforma-se em açúcar que entra na corrente sanguínea. Parte
desse açúcar entra nas células vermelhas do sangue (glóbulos
vermelhos) e une-se a estas.
O teste de A1C
(teste da hemoglobina glicosilada) mostra a quantidade de
açúcar que foi assimilada à hemoglobina e é medida por uma
percentagem em função do tempo. Quanto mais açúcar as células
sanguíneas estiveram expostas durante esse tempo, mais alto será o
seu valor de A1C.
Ou seja…
Quando a hemoglobina fica
exposta a concentrações sanguíneas muito elevadas de glicose
– o que acontece quando o diabético está mal controlado –
essa proteína fica “ligada” à glicose. O exame de
A1C consegue verificar que percentagem de hemoglobina
está ligada à glicose, mostrando, portanto, se a glicemia do
paciente esteve alta demais ou não, durante um período máximo de 3
meses.
O exame de A1C é feito com as hemácias
– glóbulos vermelhos – porque o sangue é um material
fácil de ser colhido. As hemácias apresentam ainda a vantagem de
ter vida média de 60 a 90 dias . Assim, no exame
de A1C , o resultado vai mostrar o comportamento
da glicemia nesse período, ou seja, de dois a três meses.
A taxa de A1C
para pessoas não diabéticas pode variar de 4% a
6% . Diversos estudos realizados internacionalmente
mostraram que quanto mais baixo for esse índice, menor a
probabilidade do diabético ter complicações como neuropatia
diabética, retinopatia, nefropatia e outras. Assim, a meta do
diabético deve ser conseguir um valor A1C menor que 7%.
O exame de A1C
deve ser feito preferencialmente quatro vezes por ano, ajudando os
resultados na decisão médica sobre eventuais mudanças na medicação
do doente, tendo este como objectivo, conseguir a redução da taxa
de hemoglobina glicosilada no seu organismo.
Fonte: Endocrinologista António
Carlos Lerário
|