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Os sinais e sintomas da
Diabetes podem ser de vária ordem, dependendo até das complicações
que entretanto possam surgir. De qualquer modo, há alguns sinais
que devem alertar o doente/ médico inicialmente.
São eles:
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Urinar frequentemente
(polaquiúria). Ao haver açúcar em excesso no sangue,
este passa para a urina, arrastando consigo água em excesso;
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Sede intensa
. A grande perda de água faz com que o organismo a tente
compensar causando sede;
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Fadiga. Como
vimos, na Diabetes as células não conseguem absorver e
utilizar a glicose convenientemente. Sendo esta o seu
principal “combustível”, aparece por conseguinte a fadiga;
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Perda de peso.
A fim de conseguir os níveis de energia necessários o
organismo utiliza as reservas de gordura, levando ao
progressivo emagrecimento;
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Fome. Como
consequência da diminuição das gorduras, aumenta o apetite.
COM O PASSAR DO
TEMPO...
A Diabetes danifica
progressivamente os vasos sanguíneos, sendo os mais pequenos –
capilares, especialmente atingidos na sua capacidade funcional, e
os primeiros onde se manifestam os efeitos prejudiciais de uma
diabetes não controlada.
Daí que todas as zonas
especialmente sensíveis à irrigação por pequenos vasos (como os
rins, olhos, pele, por exemplo), são alvos preferenciais das
complicações da doença.
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Olhos . Ao
fim de 20 anos de existência da doença, a quase totalidade das
pessoas com Diabetes tipo 1 e cerca de 60% das que têm
Diabetes tipo 2 apresentam lesões dos vasos da retina, que é a
zona posterior do globo ocular, e onde se projectam as imagens
que depois são transmitidas ao cérebro. Esta situação é
conhecida por retinopatia diabética.
Além disso há ainda risco acrescido de cataratas e glaucoma, e
uma probabilidade de vir a cegar quatro vezes maior do que nos
indivíduos normais.
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Rins. Ao fim
de 15 anos existe uma probabilidade de 30 a 40% de doença
renal, que pode evoluir mesmo para insuficiência, situação em
que o rim deixa de filtrar. Nesses casos as opções são a
diálise ou o transplante.
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Infecções e lesões dos
tecidos. O excesso de açúcar diminui a capacidade do
sistema imunitário e a lesão dos capilares diminui a irrigação
da pele e mucosas. Assim, aumenta grandemente a
susceptibilidade às infecções e dificuldade de cicatrização de
feridas. As zonas mais lesadas e a necessitar de maior atenção
são a boca, gengivas, pés, outras zonas de pressão, e áreas
genitais.
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Nervos e tecido
nervoso. Em 30 a 40% dos casos pode haver lesão em
maior ou menor grau dos nervos, conduzindo a uma situação
conhecida por neuropatia. Os principais sintomas são
formigueiros, dor ou então insensibilidade à dor, e
sensibilidade extrema ao toque. A diminuição da sensibilidade
à dor pode ser extremamente perigosa uma vez que não permite
que o doente se defenda de agressões lesivas para a pele (por
exemplo queimaduras, contusões, etc.)
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Coração. A
elevação do açúcar em circulação e as já faladas lesões dos
vasos sanguíneos podem levar ao seu estreitamento
(arteriosclerose) , elevação da tensão
arterial, subida dos triglicerídios
(uma gordura existente no sangue), descida de
colesterol HDL (o colesterol que protege das doenças
cardiovasculares), enfarte do miocárdio
(duas vezes mais nos diabéticos) ou acidentes
vasculares cerebrais (cinco vezes mais nos
diabéticos).
O risco é altamente
acrescido se o doente também for fumador.
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