|
MENOPAUSA
No princípio do nosso século
a esperança de vida das mulheres portuguesas era de 43 anos. Hoje
a esperança de vida da população feminina atinge os 78-82 anos.
Isto significa que a mulher vive um terço da sua vida depois da
menopausa. Esta ocorre na maioria das mulheres entre os 48-52
anos. Fala-se de menopausa precoce quando esta ocorre antes dos 40
anos.
Menopausa significa a data da
última menstruação, mas no senso comum este termo aplica-se às
alterações menstruais físicas e psicológicas que surgem nos
períodos:
1 - Peri-menopáusicos
- período que antecede de 4 a 5 anos a
data da última menstruação e
que se prolonga pelo ano
seguinte à menopausa.
2 - Pós-menopausicos -
Um ano após a última menstruação.
Mas é no período
peri-menopausa que surgirão modificações na mulher, que
irão ser muito incomodativas. Assim, nesta fase da vida, a mulher
vai começar a notar que tem irregularidades menstruais, com ciclos
curtos ou com faltas de menstruação frequentes.
Neste período, a mulher
começa também a ter um certo número de sintomas, tais como:
-
Sindrome pré
menstrual (tensão mamária, irritabilidade fácil e
sensação de aumento de volume do ventre
-
Insónias
-
Cefaleias
-
Afrontamentos
(calores e suores)
-
Ansiedade
intensa
-
Humor
depressivo , que provoca uma tristeza intensa
-
Perda da
auto-confiança
-
Cansaço fácil
-
Falhas de
memória
-
Diminuição
pelo gosto de viver
Nesta fase da sua vida, as
mulheres com actividade sexual não se podem esquecer que podem
ainda engravidar, pelo que devem manter o método contraceptivo
adequado à sua situação.
Um ano após a última
menstruação, a mulher entra no período pós-menopáusico,
em que os seus ovários deixaram definitivamente de
produzir estrogéneos e progesterona e parte dos androgénios.
Esta falta hormonal leva à "desfeminização"
da mulher, com aumento de peso, queda de cabelo, aparecimento de
acne, pêlos na face e outras alterações do organismo ao nível
urogenital, ósseo, e cardiovascular. Estas últimas são bem mais
graves porque silenciosas e tardias (osteoporose e doença
cardiovascular).
A menopausa pode também
surgir quando a mulher é submetida a uma histerectomia total com
anexectomia bilateral, isto é, remoção cirúrgica do útero e dos
ovários por via vaginal ou abdominal, entrando a mulher de
imediato em menopausa.
O diagnóstico de menopausa é
essencialmente clinico, podendo contudo ser confirmado por
análises «FSH-Estradiol».
TRATAMENTO
Nas mulheres que têm útero
devem utilizar-se sempre as duas hormonas femininas: os
estrogénios e a progesterona, administrados em combinação diária
ou sequencialmente (no primeiro caso, não surgem sangramentos; no
segundo, há "menstruações" mensais) – Terapia Hormonal de
Substituição (THS).
As mulheres sem útero devem
ser tratadas apenas com estrogénios. É necessário tomar o
equivalente a 1 grama de cálcio por dia (contido num litro de
leite). Recomenda-se o exercício físico regular e uma alimentação
bem equilibrada e com muitas fibras (vegetais, cereais etc.).
O uso de antidepressivos e
tranquilizantes é raramente necessário, mesmo quando pareça
estarem indicados.
Cada caso tem de ser
estudado criteriosamente, de modo a escolher-se o melhor tipo de
hormonas a utilizar, a dose recomendada e a melhor via da sua
administração. Durante o tratamento é indispensável verificar se
se obtém a desejada eficácia clínica e se há normalização dos
factores de risco ósseo e cardiovascular.
COM ESTE
TRATAMENTO OCORRE DESAPARECIMENTO DE:
OCORRE TAMBÉM
-
Humidificação da vagina e melhoria da vida sexual;
-
Redução de dores ósseas;
-
Normalização de pressão arterial e do colesterol;
-
Normalização do peso;
-
Melhoria da pele do cabelo;
-
Redução da perda da massa óssea (por vezes, até aumenta) com
redução em 50% do risco de fracturas;
-
Grande redução do risco de doenças cardíacas que são a
principal (50%) causa de morte das mulheres (o cancro é causa
de morte em apenas 5%);
-
Melhoria substancial da qualidade vida e da longevidade.
Fonte: Sociedade Portuguesa de
Menopausa (Dr. Manuel Neves e Castro)
|